Procrastinação: por que travamos justamente no que importa
Procrastinar não é sobre preguiça — é, na maioria das vezes, sobre regulação emocional
É comum buscar técnicas de produtividade para lidar com a procrastinação — listas, aplicativos, métodos de organização. Mas, na maioria das vezes, o problema não está na gestão do tempo, e sim na regulação emocional.
O que realmente acontece
Tarefas que geram medo de falhar, perfeccionismo ou sobrecarga emocional tendem a ser adiadas — não porque a pessoa não se importa, mas justamente porque se importa demais, e a tarefa carrega um peso emocional difícil de tolerar.
O alívio momentâneo
Adiar traz um alívio imediato da ansiedade ligada à tarefa. Esse alívio reforça o padrão, tornando a procrastinação mais provável na próxima vez — mesmo sabendo, racionalmente, que o adiamento vai gerar mais sofrimento depois.
Olhando para a raiz
A terapia pode ajudar a identificar o que está por trás do adiamento — medo de julgamento, perfeccionismo, autocrítica — e construir, a partir disso, estratégias possíveis para lidar com essas tarefas de forma diferente.
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